quarta-feira, 29 de abril de 2009

"Eu quero ser o Bruce Lee do Maranhão"


(Lisbela e o Prisioneiro do gênero comédia romântica, dirigido por Guel Arraes. É uma adaptação da peça de teatro homônima de Osman Lins)

Porque quando existe amor, não há necessidade de mais nada, até mesmo seres de "mundos" opostos se amam, e vivem com em um perfeito encaixe.
Não há compatibilidade de corpos ou gostos, só é.
Simples e completo.

(**Trecho do filme)

Leléu: Quando agente ama uma pessoa o que agente mais quer nesse mundo?

Lisbela: Ficar juntinho dela.

Leléu: Tão juntinho, tão juntinho que como disse o poeta: Transforma-se o amador na coisa amada por virtude do muito imaginar, não tenho mais o que desejar porque tenho em mim a parte desejada.

Lisbela: Achei mais bonita ainda essa maquina do amor.

Leléu: pois entao fique bem quietinha e feche os olhos, que eu vou lhe ensinar como funciona a maquina do desejo.
Cadê? cadê?

Lisbela: É porque liguei a máquinha da ilusão...

(Lisbela parte em retirada deixando leléo com o aroma de seu perfume ainda perdido no ar)


Eu quero a sina de um artista de cinema
Eu quero a cena onde eu possa brilhar
Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo
Um beijo imenso, onde eu possa me afogar
Eu quero ser o matador das cinco estrelas
Eu quero ser o Bruce Lee do Maranhão
A Patativa do Norte, eu quero a sorte
Eu quero a sorte de um chofer de caminhão
Pra me danar por essa estrada, mundo afora, ir embora"

domingo, 26 de abril de 2009


NÃO: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.

Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!

Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?

Se têm a verdade, guardem-na!

Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

Não me macem, por amor de Deus!

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!

Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.

Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!


Álvaro de Campos
Lisbon Revisited
(l923)

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

POR NÃO ESTAREM DISTRAÍDOS

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

in "Para não esquecer" - 5ª ed. - Siciliano - São Paulo, 1992

domingo, 19 de abril de 2009

"A Real"


é bellirson Jr,

Ela não nos ama mais, e vamos ter que conviver com isso. é...é...

terça-feira, 14 de abril de 2009

É que eu vim dizer, mil poesias só pra você."



Reparo o vento, e pra onde será que ele vai?

Se me levasse onde você mora, certamente eu iria atrás.

Em noites lindas, eu fico a pensar, será que a lua brilha sozinha


Ou você que faz ela brilhar?

E hoje acordei tão cedo


E fui ver o sol chegar.

Será que ilumina o mundo inteiro

Ou só existe pra te iluminar.?????????????

Wou,

Não tenho todos os motivos do mundo pra sorrir, na verdade, as coisas não estão nada certas, mas ainda tenho força de gritar.

e é assim que vai ser, até acabar!!

Será que a lua brilha sozinha??

Ou você que faz ela brilhar???



sábado, 11 de abril de 2009

Balada do louco


Tenho certeza, ou quase ela, de que amar é uma forma de manter-se vivo, é o momento na vida em que mais se sente qualquer brisa, a queimadura de um fósforo transforma-se em incêndio, loucura total, canso de dizer que amor é o maior dos problemas e a solução de todos os outros, e nunca minto, bocas são amplamente pressionadas, linguas que deslizam...
TUDO é mais vivo, o mundo pinta o dia de azul e vermelho, todas as outras intenções caem por terra, e só resta você e o "objeto" desejado.
Afinal, amar loucura.
"mas louco é quem me diz, que não é feliz..."


Não sou feliz!!!!!

BALADA DO LOUCO"=

EU JÁ PASSEI ALGUNS DIAS LOUCO
LOUCO DE PAIXÃO, DE AMOR, DE ENTORPECENTES, DE TESÃO
JÁ ENLOUQUECI POR DIAS, SEMANAS, MESES
AS VEZES SOZINHO
MAS SEMPRE NA CONTRAMÃO
EU JÁ FIQUEI DOIDO DE MATO, DOIDO DE ALHO, DOIDO DE PEDRA
DE SÓLIDO, LÍQUIDO E GASOSO
EU JÁ FIQUEI DOIDO PRA CARALHO
HOJE SOU MALUCO BELEZA, AS VEZES DE MANDAR PARAR
SOU MALUCO NA ALEGRIA E NA TRISTEZA, MAS NUNCA DE SENTIR PENA
POIS MESMO NA LOUCURA MINHA ALMA É PLENA
E SE ME PERGUNTAR
QUAL A MAIOR LOUCURA QUE FIZ?!
TE RESPONDO DE BATE PRONTO
É VIVER DO JEITO QUE SEMPRE QUIZ!!!!!!!!!!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

É o primeiro dia do resto de nossas vidas, é tempo de viver, e amar, é tempo de sentir, cantar...




(NEY, POEMA!)


Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas
também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há "minutos" atrás

Conposição: Cazuza/ Frejat)

intérprete: Ney Matogrosso.